sábado, 7 de dezembro de 2013

Descrição e Audiodescrição

Na busca pela promoção dessa acessibilidade, é fundamental a prática pedagógica de tal recurso utilizado, pois, a escolha e a utilização de tecnologias assistiva por parte do educador inclusivo deve ser entendida como meio de chamar atenção para as especificidades da pessoas com deficiência visual e outras deficiências.
A partir da audiodescrição do clipe da música: A casa é sua, de Arnaldo Antunes, pode-se ter uma experiência de vivência entre os colegas de sala em relação a pessoa com DV, e perceber que, colocando-se na condição da pessoa cega, eles perceberiam que há várias maneiras de se enxergar o mundo, e que esses recursos não se limitariam apenas no que eles assistiram, mas também à fotografia, ao cinema, textos impressor, legendas, teatro etc.
No entanto, a audiodescrição potencializa uma melhor absorção de informações e conhecimentos, não apenas para as pessoas cegas, mas também para todos os que estão inseridos no processo inclusivo, independente de sua deficiência.

Arlindo Júnior

sábado, 30 de novembro de 2013

http://youtu.be/qCngBU7VBeIDescrição e Áudiodesrição

A audiodescrição é o recurso que permite a inclusão de pessoas com deficiência visual em cinema, teatro e programas de televisão. No Brasil, segundo dados do IBGE, existem aproximadamente 16,5 milhões de pessoas com deficiência visual total e parcial, que encontram-se excluídos da experiência audiovisual e cênica.
A acessibilidade nos meios de comunicação é um tema que está em pauta no mundo todo. Os esforços neste sentido visam não apenas proporcionar o acesso a produtos culturais a uma parcela da população que se encontra excluída, como também estabelecer um novo patamar de igualdade baseado na valorização da diversidade.
“Dizem que uma imagem vale mais do que 1000 palavras, pois bem, a audiodescrição é muito mais que as tais 1000 palavras.”

No link abaixo você confere uma áudiodescrição do clipe da música: A Casa é Sua do artista Arnaldo Antunes. Para ficar mais interessante a experiência, feche os olhos e curta a ádiodescrição e veja como é a experiência vivida por muitas pessoas que têm deficiência visual.

http://youtu.be/qCngBU7VBeI

Um abraço à todos!


quinta-feira, 17 de outubro de 2013

ATIVIDADES E JOGOS QUE FAVORECEM A APRENDIZAGEM DI


Vygotsky estabelece uma relação estreita entre o jogo e aprendizagem, atribuindo-lhe uma grande importância para o desenvolvimento cognitivo resultante da interação entre a criança e as pessoas com quem mantém contatos. O jogo e o brincar fazem parte do ser humano em toda e qualquer idade, são fundamentais para o desenvolvimento, pois estimula construção de conhecimento através de aprendizagem significativas. Desta forma, no processo de alfabetização o professor pode contar com o uso de diferentes jogos pedagógicos, como estratégias de trabalho auxiliando o aluno neste processo. Estes permitem a o aluno criar e construir sua forma de aprender, desenvolvendo a capacidade de observação, comparação e atenção. Além destes aspectos o jogo permite a elaboração de estruturas como classificação, ordenação, estruturação, resolução de problemas e estratégias de leitura e escrita.
As atividades realizadas pelos alunos da Escola Maria Basílio Barbosa, em Paracuru, foram bem aceitas e alcançaram os resultados esperados. Segundo as pesquisas realizadas, essas atividades são mais aceitas e compreendidas por esse alunos, pois, a execução da mesma dá à eles o sentido de realizá-las. 
Alunos DI utilizando o alfabeto móvel como forma de jogo para aprendizagem da leitura e da escrita.

Alunos DI aprendendo através da brincadeira (Amarelinha) os números.




domingo, 8 de setembro de 2013



Uso de Órteses no processo de escrita, leitura e de atividades da vida diária – Tecnologia Assistiva

O intuito de mostrar os recursos de tecnologia assistiva é divulgar o uso desses materiais e muitos outros no Brasil. É comum encontrarmos alunos com necessidades educacionais especiais, em especial os paralisados cerebrais, que são falantes não funcionais ou não falantes e também aqueles que têm seus  movimentos limitados e até mesmo inexistentes.
O objetivo desses recursos é tornar o sujeito mais independente e competente possível em suas situações seja ela comunicativa, de escrita, de leitura e as que envolvem situações de vida diária. O aluno com DF pode ter dificuldades em realizar muitas atividades rotineiras da vida escolar, e por isso depende de ajuda e cuidados de outra pessoa. Isso faz com que ele não participe ativamente das atividades escolares, ficando então em desvantagem, pois não tem oportunidades de se desafiar e criar como seus colegas.
Para minimizar os problemas funcionais de pessoas com deficiência, dispomos de alternativas de TA que auxiliam essas pessoas para que possam realizar tarefas tanto de vida escolar como diária.
O matéria abaixo trata-se de órteses que auxiliam pessoas com necessidades a desenvolverem diversas atividades que antes seriam impossíveis. Como no caso Gabriel, onde ele pode utilizar essas órteses em seus membros inferiores para realizar movimentos e assim desenvolver habilidades de escrita, leitura e de vida diária, como também no uso do computador. Esse material dará ao seu usuário a possibilidade de ter mais independência em tarefas que antes para ele só seria possível com a ajuda de outra pessoa.

Uso de órtese para o aceesso ao computador, favorecendo a escrita e leitura.










Uso de órtese no auxílio de atividades da vida diária.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

AEE Fechamento Arlindo



Professor de AEE

Pessoas ainda têm a concepção de que incluir refere-se apenas a pessoas com necessidades especiais, sendo que, todos nós, desde nossa concepção fazemos parte dessa inclusão. Outros ainda confundem inclusão com interação, o que faz com que os objetivos sejam desviados do verdadeiro ideal, que é a garantia de todos os direitos reservados a qualquer pessoa, independente de qualquer coisa.
         A todo tempo estamos querendo nos incluir em alguma coisa, na escola, num grupo de amizade, no mercado de trabalho etc., então já deveríamos estar acostumados com esse conceito. O que nos difere das pessoas com necessidades especiais é que eles são discriminados por causas de suas necessidades e isso dificulta esse processo de inclusão.
         O papel do professor do AEE na escola e na sala de RM é dar condições para que essas pessoas com necessidades não apenas usem seus recursos, mas ajudá-los a conquistar sua independência, autoestima, vontade de aprender e senti-se valorizado como pessoa que é sem levar em consideração as suas limitações que os impedem de realizar algum tipo de atividade.
         Os recursos nas salas os auxiliam a fixarem de maneira mais lúdica as atividades a eles apresentadas para que seu processo de aprendizagem seja o mais rápido e prazeroso possível. Dar condições para que eles observem que são capazes de realizar muitas coisas, que têm capacidades e podem superar barreiras.
         O estudo de caso dá subsídios não só ao professor de AEE, mas também a toda comunidade escolar, família e comunidade, pois através dele, todos se envolvem no processo de inclusão do aluno em questão de maneira organizada, coletiva e com objetivos de elevar aquele aluno às condições mais elevadas conquistadas por ele com a ajuda de todos os envolvidos. Esse estudo não permite que esse aluno seja acompanhado de maneira embaraçosa e desorganizada, sem objetivo no seu processo de conquista final. No decorrer das etapas, as conquistas são cultivadas por todos, principalmente pelo aluno atendido e pelo professor de AEE que esteve mais presente e saberá conduzi-lo na sua aprendizagem.
         O plano de AEE é a execução de tudo que foi observado no estudo de caso, é a parte real, é onde o professor de AEE e os demais irão aplicar o que foi proposto, fazer modificações, inserir outros meios etc., enfim, é flexível mediante a potencialidade e o desenvolvimento de cada pessoa atendida.
         Esse plano deve ser seguido, passando por processos avaliativos onde irão apontar os avanços, as dificuldades e as potencialidades que o aluno apresentará no decorrer do mesmo.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

"Se fosse ensinar a uma criança a beleza da música
não começaria com partituras, notas e pautas.
Ouviríamos juntos as melodias mais gostosas e lhe contaria
sobre os instrumentos que fazem a música.
Aí, encantada com a beleza da música, ela mesma me pediria
que lhe ensinasse o mistério daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas.
Porque as bolinhas pretas e as cinco linhas são apenas ferramentas
para a produção da beleza musical. A experiência da beleza tem de vir antes".

Aula com música.
Ismael Sousa interpretando a música Pássaro de Fogo, acompanhados por Ramiro no tambor e pelo professor Arlindo Júnior no violão. Ah, tia Aldeniza registrando o momento. Vlw!



















 "Somos o que fazemos, mas somos principalmente o que fazemos para mudar o que somos". (E. Galeano)
Esse dia foi muito divertido. Nos pintamos de palhaços e fomos fazer brincadeiras nas salas da educação infantil. Os alunos que participaram fora: Ismael de blusa amarela; Maria Estela, Josivan de blusa branca; eu (professor Júnior) e o meu colega Everardo, diretor da escola, que na oportunidade também entrou na brincadeira fazendo truques de mágicas. Foi demais. Obrigado meu Deus!

terça-feira, 28 de maio de 2013

O PAPEL DA EDUCAÇÃO



O papel da educação

            A escola, portanto, é um local em que é necessário combater o preconceito. “Alguns pais acham que a escola inclusiva anda para trás porque o ensino com a presença de alunos com deficiência”.
            Como vivemos num mundo em que todos querem competir para ter sucesso, talvez andar para trás, no sentido de diminuir um pouco esse compasso frenético, seja positivo. Normalmente, quando bate o sinal na hora da saída, todos correm alucinados em direção a porta da sala: “Se há um colega em cadeira de rodas, porém, eles aprendem a esperar, a ajudá-lo e acompanhá-lo. Diz Eladio Antonio Oduber Palencia, sociólogo do Instituto de Educação Superior de Brasília.
            O sociólogo diz ainda que, o primeiro passo para combater a intolerância é aceitar que ela existe.
            Em uma pesquisa realizada na cidade de São Luis – MA, apenas 25% dos familiares de crianças com deficiência dizem tê-la aceito quando receberam a notícia (veja o gráfico abaixo).

 




Isso demonstra o despreparo e a falta de informação. A mesma pesquisa aponta que 22% das famílias só identificam a deficiência da criança quando ela tinha entre 3 e 10 anos. A resistência às pessoas com deficiência é fruto do desconhecimento sobre o assunto.
            Outra pesquisa mostra também onde há preconceito nos diversos níveis da sociedade. (veja o gráfico).
 
  
Diante desses estudos que não é diferente no restante do país, vale lembrar que, a escola não é lugar de sofrimento e humilhação. Por isso, nós professores e funcionários precisam adotar posturas conscientes e coerentes com seu papel de formadores.

Atitudes do educador que inclui

* Procura conhecer a legislação que garante o direito à Educação das pessoas com deficiência;
* Exige auxílio, estrutura, equipamentos, formação e informações da rede de ensino;
* Deixa claro aos alunos que manifestações preconceituosas contra quem tem deficiência não serão toleradas;
* Não se sente despreparado e, por isso, não rejeita o aluno com deficiência;
* Pesquisa sobre deficiências e busca estratégias escolares de sucesso;
* Acredita no potencial de aprendizagem do aluno e na importância da convivência com ele para o crescimento da comunidade escolar;
* Organiza as aulas de forma que, quando necessário, seja possível dedicar um tempo específico para atender às necessidades específicas de quem tem deficiência;
* Se há preconceito entre pais, mostra a eles nas reuniões o quanto a turma toda ganha com a presença de alguém com deficiência;
* Apoia os pais dos alunos com informações.

Fonte: Aprendendo sobre os Direitos da Criança e do Adolescente com Deficiência, Save the Children Suécia

      Quem pode afirmar se os alunos com deficiências progridem ou não sua aprendizagem é a escola, diante de sua contribuição junto com a sociedade, observando o seu desempenho não somente em relação ao aprendizado, mas também a sua independência.

Biografia:
Revista Nova Escola, Ano XXI, nº 196, outubro de 2006