terça-feira, 28 de maio de 2013

O PAPEL DA EDUCAÇÃO



O papel da educação

            A escola, portanto, é um local em que é necessário combater o preconceito. “Alguns pais acham que a escola inclusiva anda para trás porque o ensino com a presença de alunos com deficiência”.
            Como vivemos num mundo em que todos querem competir para ter sucesso, talvez andar para trás, no sentido de diminuir um pouco esse compasso frenético, seja positivo. Normalmente, quando bate o sinal na hora da saída, todos correm alucinados em direção a porta da sala: “Se há um colega em cadeira de rodas, porém, eles aprendem a esperar, a ajudá-lo e acompanhá-lo. Diz Eladio Antonio Oduber Palencia, sociólogo do Instituto de Educação Superior de Brasília.
            O sociólogo diz ainda que, o primeiro passo para combater a intolerância é aceitar que ela existe.
            Em uma pesquisa realizada na cidade de São Luis – MA, apenas 25% dos familiares de crianças com deficiência dizem tê-la aceito quando receberam a notícia (veja o gráfico abaixo).

 




Isso demonstra o despreparo e a falta de informação. A mesma pesquisa aponta que 22% das famílias só identificam a deficiência da criança quando ela tinha entre 3 e 10 anos. A resistência às pessoas com deficiência é fruto do desconhecimento sobre o assunto.
            Outra pesquisa mostra também onde há preconceito nos diversos níveis da sociedade. (veja o gráfico).
 
  
Diante desses estudos que não é diferente no restante do país, vale lembrar que, a escola não é lugar de sofrimento e humilhação. Por isso, nós professores e funcionários precisam adotar posturas conscientes e coerentes com seu papel de formadores.

Atitudes do educador que inclui

* Procura conhecer a legislação que garante o direito à Educação das pessoas com deficiência;
* Exige auxílio, estrutura, equipamentos, formação e informações da rede de ensino;
* Deixa claro aos alunos que manifestações preconceituosas contra quem tem deficiência não serão toleradas;
* Não se sente despreparado e, por isso, não rejeita o aluno com deficiência;
* Pesquisa sobre deficiências e busca estratégias escolares de sucesso;
* Acredita no potencial de aprendizagem do aluno e na importância da convivência com ele para o crescimento da comunidade escolar;
* Organiza as aulas de forma que, quando necessário, seja possível dedicar um tempo específico para atender às necessidades específicas de quem tem deficiência;
* Se há preconceito entre pais, mostra a eles nas reuniões o quanto a turma toda ganha com a presença de alguém com deficiência;
* Apoia os pais dos alunos com informações.

Fonte: Aprendendo sobre os Direitos da Criança e do Adolescente com Deficiência, Save the Children Suécia

      Quem pode afirmar se os alunos com deficiências progridem ou não sua aprendizagem é a escola, diante de sua contribuição junto com a sociedade, observando o seu desempenho não somente em relação ao aprendizado, mas também a sua independência.

Biografia:
Revista Nova Escola, Ano XXI, nº 196, outubro de 2006

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