O papel da educação
A
escola, portanto, é um local em que é necessário combater o preconceito.
“Alguns pais acham que a escola inclusiva anda para trás porque o ensino com a
presença de alunos com deficiência”.
Como
vivemos num mundo em que todos querem competir para ter sucesso, talvez andar
para trás, no sentido de diminuir um pouco esse compasso frenético, seja
positivo. Normalmente, quando bate o sinal na hora da saída, todos correm
alucinados em direção a porta da sala: “Se há um colega em cadeira de rodas,
porém, eles aprendem a esperar, a ajudá-lo e acompanhá-lo. Diz Eladio Antonio
Oduber Palencia, sociólogo do Instituto de Educação Superior de Brasília.
O
sociólogo diz ainda que, o primeiro passo para combater a intolerância é
aceitar que ela existe.
Em uma pesquisa realizada na cidade
de São Luis – MA, apenas 25% dos familiares de crianças com deficiência dizem
tê-la aceito quando receberam a notícia (veja o gráfico abaixo).
Isso demonstra o despreparo e a falta de
informação. A mesma pesquisa aponta que 22% das famílias só identificam a
deficiência da criança quando ela tinha entre 3 e 10 anos. A resistência às
pessoas com deficiência é fruto do desconhecimento sobre o assunto.
Outra
pesquisa mostra também onde há preconceito nos diversos níveis da sociedade.
(veja o gráfico).
Diante desses estudos que não é diferente no
restante do país, vale lembrar que, a escola não é lugar de sofrimento e
humilhação. Por isso, nós professores e funcionários precisam adotar posturas
conscientes e coerentes com seu papel de formadores.
Atitudes do educador que inclui
* Procura
conhecer a legislação que garante o direito à Educação das pessoas com
deficiência;
* Exige
auxílio, estrutura, equipamentos, formação e informações da rede de ensino;
* Deixa
claro aos alunos que manifestações preconceituosas contra quem tem deficiência
não serão toleradas;
* Não
se sente despreparado e, por isso, não rejeita o aluno com deficiência;
* Pesquisa
sobre deficiências e busca estratégias escolares de sucesso;
* Acredita
no potencial de aprendizagem do aluno e na importância da convivência com ele
para o crescimento da comunidade escolar;
* Organiza
as aulas de forma que, quando necessário, seja possível dedicar um tempo
específico para atender às necessidades específicas de quem tem deficiência;
* Se
há preconceito entre pais, mostra a eles nas reuniões o quanto a turma toda
ganha com a presença de alguém com deficiência;
* Apoia
os pais dos alunos com informações.
Fonte: Aprendendo
sobre os Direitos da Criança e do Adolescente com Deficiência, Save the
Children Suécia
Quem pode afirmar se os alunos com
deficiências progridem ou não sua aprendizagem é a escola, diante de sua
contribuição junto com a sociedade, observando o seu desempenho não somente em
relação ao aprendizado, mas também a sua independência.
Biografia:
Revista Nova Escola,
Ano XXI, nº 196, outubro de 2006

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